O nome Dä Giigemaa significa em suíço-alemão “Homem do Violino” e expressa o perfil de um brasileiro, que ao tentar levar a cultura brasileira para a Suíça acabou se naturalizando suíço e desenvolveu uma linguagem musical que comunica com as duas culturas. Além de cantar canções próprias e da MPB, ele readapta canções suíças inserindo um groove totalmente brasileiro.
Mas o que faz sua performance especial é sua técnica de tocar violino cantando e dançando ao mesmo tempo e a forma provocativa de ele se vestir: Ao tecer seus próprios ternos a partir de materiais recicláveis e decorá-los com tampinhas de garrafa douradas, ele comunica uma mensagem ecológica e ironiza a supervalorização do ouro e da riqueza.
Dä Giigemaa reflete a alma das gerações com dupla nacionalidade, que se tornaram comuns por causa da globalização. Ele simboliza um apelo à tolerância das diferenças culturais: “Tenho orgulho de minhas raizes brasileiras e amo minha nacionalidade escolhida, mas tenho sede de conhecer outras culturas“.
“Exemplos dessa fusão são as versões das canções de Mani Matter “Dr Alpenflug” e “Dene wos guet geit”; ou “La Cumparsita”, onde ele combina tango e samba e “Oxum é Lolá”, onde um texto yorubá do candomblé se transforma em um samba-blues“.
Roxy Musikbar, Zürich 2023
Dä Giigemaa se apresenta no Cultura no Parque ao lado de Dudu Penz, Alejandro Panetta e Gecy Marty:
